Boaventura Souza Santos, em sua Crítica da Razão Indolente, diz que vivemos em um momento de transição paradigmática. Não temos mais um paradigma dominante em nossa sociedade... e estamos na emergência de um novo paradigma que venha nos determinar novos modelos. A sociedade e a cultura vivem esse intervalo... o vazio... o não-ser, o não-lugar antropológico de Marc Augé... Mas neste momento surge algo que pode anestesiar a dor e fazer transcender a imanência. Paul Tillich afirma categoricamente que "o amor é o infinito que penetra no homem finito"... atrevo-me a dizer mais... esse penetrar só se dá quando se é permitido, e se pode gozar a dor e a delícia de ser o que se é! Assim eu sou... e poetizo... a própria TRANSIÇÃO PARADIGMÁTICA:
Silêncio
Silencio
Assim me encontro atualmente…
Como a pós modernidade que ainda nem se afirmou como tal
Está em transição paradigmática
Sou eu um sujeito dela e nela me encontro perdido
Surpreendido
Falido?
Ressurgido?
Estranhamente silencioso e sem vontade de me expressar
O existencialismo toma minha existência e me faz ser um ser que não é
Não pertenço ao paradigma dominante…
[Creio que sou recessivo…]
Entretanto não me sinto parte do paradigma emergente…
Sou intervalar…
Um interregno de Mallarmé – não fui, não serei, não sei se sou
Enquanto isso, fico em silêncio
E grito!
Quero ter minha voz ouvida aonde quer que ela chegar
Reclamando meus direitos de vida
Clamando diante da morte
Só quero ser ouvida...
Mesmo que ninguém me entenda
E ainda assim me critiquem
Que seja uma crítica pura da razão!
Por que se não tiverem razão
E não forem puros em sua crítica
Não aceitarei ser silenciada!
A não ser que volte ao interregno
À transição paradigmática
Aguardando a hora de me manifestar comunisticamente
Brincar com as palavras gigologizando-as
E ver a hora de algo diferente acontecer
[Chover granizo, por exemplo!!! Posso ouvir agora as pedrinhas de gelo batendo nas telhas...
O estranhamento leva todo mundo à janela e traz uma baita reflexão sobre o incomum...]
Creio que nesse intervalo é só esse o meu desejo
Refletir
Silenciar
Silencio
Silêncio
Silêncio
Silencio
Assim me encontro atualmente…
Como a pós modernidade que ainda nem se afirmou como tal
Está em transição paradigmática
Sou eu um sujeito dela e nela me encontro perdido
Surpreendido
Falido?
Ressurgido?
Estranhamente silencioso e sem vontade de me expressar
O existencialismo toma minha existência e me faz ser um ser que não é
Não pertenço ao paradigma dominante…
[Creio que sou recessivo…]
Entretanto não me sinto parte do paradigma emergente…
Sou intervalar…
Um interregno de Mallarmé – não fui, não serei, não sei se sou
Enquanto isso, fico em silêncio
E grito!
Quero ter minha voz ouvida aonde quer que ela chegar
Reclamando meus direitos de vida
Clamando diante da morte
Só quero ser ouvida...
Mesmo que ninguém me entenda
E ainda assim me critiquem
Que seja uma crítica pura da razão!
Por que se não tiverem razão
E não forem puros em sua crítica
Não aceitarei ser silenciada!
A não ser que volte ao interregno
À transição paradigmática
Aguardando a hora de me manifestar comunisticamente
Brincar com as palavras gigologizando-as
E ver a hora de algo diferente acontecer
[Chover granizo, por exemplo!!! Posso ouvir agora as pedrinhas de gelo batendo nas telhas...
O estranhamento leva todo mundo à janela e traz uma baita reflexão sobre o incomum...]
Creio que nesse intervalo é só esse o meu desejo
Refletir
Silenciar
Silencio
Silêncio
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