sábado, 27 de março de 2010

Dia insólito na Uerj - 29/03!!

Olá amigos!!
Nesta próxima segunda, 29/03, estarei participando de uma mesa insólita na Uerj!!
Àqueles que amam o inaudito, o inesperado, o incomum, ou simplesmente querem participar de um evento bastante interessante na área de letras, fica o meu convite, apoio e incentivo!!

Agradeço ao Pe. Pedro Paulo Alves dos Santos, mentor e amigo querido!!!

Eis a programação....

VII Painel
Reflexões sobre o Insólito na narrativa ficcional
II Encontro Nacional
O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional
Insólito, Mitos, Lendas, Crenças

Instituto de Letras da UERJ
29, 30 e 31 de março de 2010

29/03 – SEGUNDA-FEIRA

SIMPÓSIOS
13:45 a 15:45

ALCESTE. BABILÔNIA/JERUSALÉM.ANTÍGONA. MEDEIA.... ALIAQUE.
“MULHERES INSÓLITAS”: A METAMORFOSE’ NO MITO ANTIGO E
NO LIVRO DO APOCALIPSE. TRAGÉDIA, GÊNERO E TEXTOS APOCALÍPTICOS
NA DISCUSSÃO SOBRE A RECEPÇÃO DO INSÓLITO NAS NARRATIVIDADES
MÍTICAS CLÁSSICAS E BÍBLICAS.
Coordenação: Pedro P. A. dos Santos (UNESA)

“Babilônia versus Jerusalém” (Ap 17-19,10): Quando Mulheres e cidades se travestem de arquitetura de confronto na Narratividade ‘mito-poética’ da ‘Redenção’ da história humana.
Pedro Paulo Alves dos Santos (UNESA)

O insólito em Medéia: quando a força do saber se encontra nas mãos de uma mulher...
Dulcileide V. do Nascimento (UERJ/FGV)

E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça (Ap 12,1). Uma Misteriosa mulher se traveste do Cosmos. Poesia e Metáfora na narrativa sobre o Feminino em textos Apocalítpicos?
Vilcilane Vaz Mourão (PAULO VI)

Metamorfose: fantástica transfi guração do real no discurso ovidiano.
Elaine Cristina Prado dos Santos (UNIV. MACKENSIE)

16:00 a 18:00
ALCESTE. BABILÔNIA/JERUSALÉM.ANTÍGONA. MEDEIA.... ALIAQUE.
MULHERES INSÓLITAS”: A METAMORFOSE’ NO MITO ANTIGO E
NO LIVRO DO APOCALIPSE. TRAGÉDIA, GÊNERO E TEXTOS APOCALÍPTICOS
NA DISCUSSÃO SOBRE A RECEPÇÃO DO INSÓLITO NAS NARRATIVIDADES
MÍTICAS CLÁSSICAS E BÍBLICAS.
Coordenação: Pedro P. A. dos Santos (UNESA)

Murilo Rubião: o pirotécnico do insólito
Lúcio Valentim (UNESA)

Alceste – a insólita mulher viril de Eurípides!
Alessandra Serra Viegas (PUC-RIO/BENNETT)

A representação como transgressão do real: A dimensão insólita dos conceitos em alguns apontamentos na tragédia Antígona de Sófocles
Jean Felipe de Assis (UFRJ/BENNETT)

O corpo de Diadorim: Uma Hermenêutica da Paixão em Grande Sertão Veredas.
Cristiano Santos Araújo (UERJ)

sábado, 13 de março de 2010

“Lindo de morrer!” – A cultura do corpo na atualidade e a bela morte em Homero

Mais um... e por hoje é só!

Este é para aqueles que pensam que Homero é antiguidade e Literatura grega é coisa de Museu (= o lugar das musas!).
Você pode se surpreender!

Boa leitura!

A IMPORTÂNCIA DO CORPO NA SOCIEDADE GREGA: NA VIDA E NA MORTE

Bem...
resolvi procurar outros textos publicados
aos amantes da História Antiga,
de Homero principalmente, eis um texto no link abaixo:

http://www.nea.uerj.br/nearco/arquivos/numero1/arquivo2.pdf

Abraço e boa leitura a todos!

In-feliz oposição ou feliz inter-ação linguístico-cultural? O modo de narrar grego e os escritos judaico-cristãos

A vida acadêmica tem seus frutos...
Como qualquer fruto, deve ser cuidado...
Porém, quando o contemplamos vistoso,
cheiramos seu delicioso perfume
e sentimos seu inigualável e fresco gosto,
dizemos:
valeu a espera!

Confesso - fui um pouco exagerada...
mas enfim... eis um trabalho meu publicado, cujo título original é o mesmo que encabeça este, mas saiu no periódico como "O modo de narrar grego e os escritos judaico-cristãos".
Espero que gostem.

www.faroldealexandria.com.br/evento.htm

P.S. Há erros de configuração da fonte grega nos textos alusivos ao Novo Testamento, mas não atrapalham o entendimento do artigo em si.

sábado, 3 de outubro de 2009

POIEMA


Aprendi que Deus só fala em poesia…
Engraçado...
O que Ele faz é poesia!
As narrativas e discursos dos textos sagrados são poesia
Não me importa quais sejam – não falo de religiões, de como vemos Deus ou a partir de que texto tentamos decodificá-lo
Deus está muito além de mim,
do gênero literário,
da hermenêutica monoteísta dos lugares conhecidos e determinados por um nome
ou da animista de lugares que geografia humana alguma jamais percebeu
Ele conhece os povos fortes que não são contados!
A poética está em Deus...
A música diz que Ele estava namorando quando desenhou o ser amado... será?
Penso que estava completamente apaixonado e dizendo absurdos quando fez o homem!
Não tinha palavras para expressar tanta paixão e fez poesia...
Poiéma!
A obra específica, plena e perfeita
Poietés!
O plenamente ativo e sábio em sua obra de poiesar!
Se quiser entender-lhe esta paixão, preciso me tornar um com Ele
Poiesar também!
E visitar os que ninguém visita
Beijar os que ninguém beija
Consolar e conhecer os que não têm rosto... choro [ó]!
Sorrir com os que só choram com motivos pungentes
Apaixonar-me pela obra do poietés!
Vou em frente...
Dar um sentido à minha existência.
Tentarei escrever mais uma poesia.
Senão a minha vida não valeu de nada.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quero ser gente!!


Eu não posso ser [eu!] sem que você seja comigo”. Este é o resumo sobre o relacionamento humano no pensamento do teólogo Karl Barth, em minha opinião. E se posso atribuir juízo de valor, um belíssimo resumo da vida e ministério de Jesus Cristo e da vida daquele que o segue verdadeiramente...
Só é possível tal abertura no momento em que a alteridade do “tu” reafirma a identidade do “eu”, relação imprescindível para que a vida possa ser vivida em plenitude e profundidade. Se eu cresço e me torno cada vez mais humano e imagem do Criador nessa relação, afastando-me do pecado e tendo paz com Deus conforme o apóstolo Paulo diz na epístola aos Romanos 5.1, preciso peremptoriamente ir contra Sartre e afirmar: o céu são os outros!
Em meio a meu pensamento contra Sartre, triste constatação...: Eis o problema central das igrejas atuais: a desumanização! As pessoas não olham mais para seus “irmãos”: infelizmente é mister pôr irmãos entre aspas porque essa relação não acontece mais. As pessoas freqüentadoras de igrejas querem que o “seu” Deus conceda seus desejos egoístas e lhes dê “o melhor dessa terra”, mas elas mesmas não têm mais a capacidade e o tempo de olhar o outro nos olhos, perguntar se está tudo bem sem que isso seja apenas argumento retórico e parar para ouvir...
Por outro lado, encontra-se o ativismo nas igrejas, nas quais as pessoas fazem milhares de coisas – e pensam que estão fazendo para Deus e agradando-Lhe –, correndo de um lado para o outro, o que também as impede de viver sua humanidade na relação, no encontro, como falamos. Talvez precisemos novamente entrar na Terra Prometida e perceber que eram precisos dois e não um para carregar o fruto produzido nela! Quem sabe aí, carregando juntos o fruto, percebamos que só seremos abençoados com a humanização na relação, na ajuda mútua, no compartilhar, na abertura,... desta forma, certamente, seremos gente!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ROSA BRANCA




Humilde me olha
Me cheira? Pergunta...
Olho...
Cheiro...
E vejo nela brancura
Pureza
Doçura
Delicadeza...
É ainda um botão a desabrochar
Falta um pouco ainda para se abrir totalmente
[Como a gente...]
Unido a isto, exala...
Ah, exala...
O doce perfume que a sinérese me permite escrever
Cheiro gostoso... sinérese de novo
Cheiro bom
Fresco, suave
Característico das rosas bem cuidadas
Aquelas com quem a gente fala
Aquelas que a gente guarda sequinha
Ou retira as pétalas e as lança sobre o ser amado em um momento especial...

Eu sou a rosa
Você é a rosa
Me cheira? Pergunto...
Me cheira? Pergunta...
Vejo em nós a sinérese...
Todos os sentidos juntos
Escritos de uma só vez!
É gostoso o toque do olhar e o gosto do cheirar na gente...
Audição, visão, tato, olfato e paladar
Todos em um só verso
Todos em um só abraço
Todos em só sussurro
Todos em um só beijo
Todos em um só olhar...
Quem?
Quem eu estava olhando?...
Lembrei... em meio às divagações
Volto-me a ela que me levou a você... a nós
Tenho prazer e paz ao tocá-la com os olhos
Ela sim...
Enfim!
A rosa branca!